Turismo - Quem Já Passou Pelo Viaduto do Chá em SP?


Quem Já Passou Pelo Viaduto do Chá em SP?
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A passagem sobre o Viaduto do Chá oferece duas belas vistas. De um dos lados, pode-se observar o Vale do Anhangabaú, com o Viaduto Santa Ifigênia e o edifício Mirante do Vale – o mais alto da cidade – ao fundo e, do lado esquerdo, o Theatro Municipal

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O primeiro Viaduto do Chá, inaugurado em 1892, ganhou o nome que carrega até hoje pelo fato da região que antes era apenas uma chácara onde se cultivava chá da Índia e agrião, contribuiu para a expansão do centro para além do Vale do Anhangabaú.

Em 1938, o velho viaduto com assoalho de madeira foi demolido, dando lugar a outro de concreto armado no estilo Art-Déco, com o dobro de largura. A passagem sobre o Viaduto oferece duas belas vistas. De um dos lados, pode-se observar o Vale do Anhangabaú, com o Viaduto Santa Ifigênia e o edifício Mirante do Vale – o mais alto da cidade – ao fundo e, do lado esquerdo, o Theatro Municipal. Do outro lado, avista-se a Praça da Bandeira, emoldurada do lado esquerdo pelo Edifício Matarazzo – sede da Prefeitura da cidade – e do lado direito pelo Edifício Alexandre Mackenzie (Shopping Light).

O Viaduto do Chá é um dos símbolos da capital paulista que nos remete aos tempos áureos do café, quando a cidade começou a ser pontuada por várias mansões e teatros. O vai-e-vem frenético de bondes também era um sinal do crescimento, já que utilizavam o viaduto para levar os trabalhadores tanto ao centro velho, constituído pela Praça da Sé, como ao centro novo, do qual faz parte a Praça da República.

Mas poucos sabem que essa obra engenhosa, bem ousada para os padrões da época, foi projetada pelo francês Jules Martin no ano de 1877, tendo sido inaugurada em 1892, somando 140 anos desde que foi concebida pela imaginação de Martin.

A estrutura metálica que compõe o viaduto foi trazida da Alemanha e, entre as curiosidades relacionadas ao local, está o fato de que uma parcela da população era contrária à construção do viaduto e impediu, em 1888, as obras de continuarem, situação que foi contornada posteriormente.

O Viaduto possui 204 metros de extensão e liga a Rua Barão de Itapetininga, antiga Rua do Chá, à Rua Direita. Para fazer o trajeto, até 1897 era preciso pagar 60 réis, ou três vinténs, o que fez com que o viaduto ficasse conhecido naquele período como o Viaduto dos Três Vinténs.

Frequentado pela alta sociedade paulistana, as pessoas usavam o viaduto para chegar aos cinemas e lojas da região e, a partir de 1911, ao Theatro Municipal. Hoje, o viaduto serve de caminho para aqueles que trabalham e moram na região central da cidade e de locação para novelas e filmes que querem captar a essência paulistana.

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História do Viaduto do Chá -  SP

O Francês Jules Martin era, além de arquiteto, litógrafo e, em 1868, chegou à São Paulo depois de um convite de seu irmão. Suas habilidades o fizeram produzir o primeiro “mapa da província de São Paulo”, e o entusiasmo com a cidade só foi aumentando até que propôs o projeto de construção do viaduto sobre o Vale do Anhangabaú. Urbanista que era, ele quis facilitar a travessia do vale, que já na época tinha uma veia comercial, como permanece hoje o centro da cidade. Alguns entraves foram colocados à frente da construção, até porque a mansão do Barão de Tatuí teve de ser em parte desapropriada por causa da obra, mas depois de alguns acordos, a construção saiu do papel.

Até 1897, um pedágio de três vinténs era cobrado para quem quisesse atravessá-lo, e os boatos de que o viaduto trepidava com o passar dos carros podem ser vistos no trecho do livro São Paulo Naquele Tempo 1895-1915, de Jorge Americano: “Eu mesmo, sempre inclinado a confiar na ciência e na técnica, tive receio, nos primeiros tempos. Toda a estrutura do Viaduto trepidava quando passava o bonde elétrico”. Mon Dieu! Com os passar dos anos, outras soluções foram pensadas para que os bondes pudessem passar com segurança, além de não causar vertigem nos pedestres, que podiam ver a altura do viaduto por entre as estacas de madeira enquanto andavam.

A estrutura metálica com assoalho de madeira, que tinha  240 metros de comprimento, veio da Alemanha e é muito diferente da arquitetura que vemos hoje, já que, na década de 30, o viaduto acabou ficando obsoleto dado a chegada dos bondes elétricos e a saturação do trânsito. Oui, o caos no tráfego acontece desde aquele tempo! O projeto de Martin foi, então, substituído pelo de Elisário Bahiana, arquiteto que escolheu o estilo art-déco para dar graça ao viaduto, tal qual o vemos hoje. Demolido para ser reconstruído do zero, o antigo “Viaduto dos Três Vinténs” passou a ter o dobro de largura, além de ter a estrutura em concreto, garantindo que não trepidasse como nos velhos tempos. Ainda bem!

As primeiras décadas deste século assistiram a uma verdadeira renovação urbana em São Paulo, que resultou na construção de um novo cenário para a cidade, do qual emergiram edifícios públicos suntuosos no lugar de antigos cortiços, então demolidos. Em 1892 foi inaugurado o Viaduto do Chá, ponte para que esta renovação avançasse em direção ao centro novo que, a partir de então, passou a se desenvolver. À esquerda, o Teatro São José, projeto de Carlos Eckman. À direita, o Theatro Municipal, projeto de Ramos de Azevedo, inaugurado em 1911. Ao centro, o antigo Viaduto do Chá.

O Parque do Anhangabaú (Foto:1915) é praticamente um quintal do Viaduto do Chá, na parte debaixo, e teve o projeto desenvolvido por Joseph Antoine Bouvard, outro francês a quem foi endereçada a missão de embelezar a cidade. Lá estão esculturas, chafarizes e uma área verde que tenta dar leveza à robustez do concreto do prédios. Conhecido com “Plano Bouvard”, o projeto do urbanista contou também com outro jardim, dessa vez na Várzea do Carmo, posteriormente chamado Parque D. Pedro, e também com a praça Buenos Aires, em Higienópolis.

Serviço:

Viaduto do Chá
End.: Viaduto do Chá – Anhangabaú – Centro – São Paulo (próximo ao metrô Anhangabaú)

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Criadora do Refúgios no Interior, começou a escrever artigos e desenvolver sites em 2005, e nunca mais parou! Cria conteúdo direcionado ao Turismo a mais de 3 anos, e acredite, por aqui a chefe também trabalha! Empreendedora, Escritora do livro "Itupeva - Nossa 'Cascata Pequena', publicado em 2022,  viajante e fã de MPB.

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